Impunidade no trânsito
Impunidade é um dos motivos para o alto número de mortes no trânsito
70% dos leitos hospitalares do ES são ocupados por vítimas de trânsito
Por Dalila Travaglia (dalila@eshoje.com.br) Foto: Leonardo Sá.
Cem pessoas morrem todos os dias vítimas da violência no trânsito no país. Um dos motivos para tanta violência é a impunidade. Motoristas imprudentes escapam de punição mais severa pagando apenas uma multa ou então prestando serviço comunitário. Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em uma hora quatro pessoas no mínimo morrem no país. Entre os principais motivos para o alto número de acidentes está o excesso de velocidade, a impunidade e o álcool.
A morte do músico Rafael Mascarenhas entrou para uma estatística assustadora e triste da violência no trânsito. Noventa e cinco por cento das mortes no trânsito causada por motoristas bêbados são classificadas como homicídio culposo, sem intenção de matar. A pena máxima prevista pelo código de trânsito é de quatro anos de prisão. Quando réus primários as penas são previstas em regime aberto, e se transformam na maioria das vezes em multas ou serviços comunitários.
No Espírito Santo a estatística não é diferente. Atualmente 70% dos leitos hospitalares são ocupados por pacientes vítimas de delitos de trânsito. Logo que a Lei Seca entrou em vigor os resultados foram positivos, segundo uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Houve uma queda de 28,3% nas internações hospitalares decorrentes de acidentes de trânsito no segundo semestre de 2008 em relação ao primeiro.
No Estado, nos três primeiros meses que a lei vigorou houve grande fiscalização e redução dos crimes. No entanto, a fiscalização perdeu força e os acidentes tem se mostrado cada vez mais frequentes. Hoje 70% dos leitos hospitalares são ocupados por pacientes vítimas de delitos de trânsito.
Comentários
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GIANANDREIA | são josé do rio pardo
É as mortes mais banais que existem no Brasil, infelizmente.
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edson cubeiro | rio de janeiro
MERECIDA HOMENAGEM DE UM CASO ACONTECIDO NA DÉCADA DE 90
Ao ver a mobilização da família e dos amigos do músico Rafael, filho da atriz Cissa Guimarães, para que o túnel onde ocorreu o atropelamento passe a ter o nome de Rafael Mascarenhas, o Prefeito Eduardo Paes se manifestou a favor da ideia. Me veio à lembrança que em 1995 o Jornal O Dia, entre outros jornais, através da publicação de uma carta enviada por mim com o título "Nossos jovens precisam de lazer", pedindo que fosse feito uma pista de skate na Praça Granito, em Anchieta. A motivação para esta carta foi porque naquele local havia todo final de semana um PEGA de automóveis, onde os jovens se reuniam para assisti-lo por não ter opção de lazer, colocando suas vidas em risco. Os motoristas participavam alcoolizados e drogados, inclusive com carros roubados que ao final do pega tacavam fogo nos veículos em ruas próximas a Praça Granito, e também exibiam caronas nuas. Infelizmente aconteceram vários atropelamentos com mortes, inclusive de uma criança de 9 anos de idade, filho único de uma senhora humilde que vendia doces em uma barraca na praça para o sustento de sua família. Essa criança morreu esmagada num poste por um carro que participava do PEGA dando cavalo de pau, o caso repercutiu muito na imprensa porque esse PEGA era muito conhecido no subúrbio.
No ano seguinte a pista de Skate foi construída na praça, sendo 1a pista de Skate Profissional no subúrbio, e com isso nunca mais houve Pega naquele local, que se transformou numa área de lazer tendo frequência familiar.
Gostaria que fosse sugerido ao Sr. Prefeito a troca do nome da Praça Granito, pelo nome dessa criança que foi vítima da violência do Trânsito naquele local.
Quem enviou a carta em 1995 a esse jornal, hoje por motivos de força maior, luta contra a impunidade nos crimes de trânsito. Embora não more mais naquela região, atualmente moro na Tijuca, acho justa essa homenagem principalmente por se tratar de uma VÍTIMA DA VIOLÊNCIA DO TRÂNSITO E DE UMA FAMILIA HUMILDE.
Lutar contra a violência no trânsito é um dever de todos nós independente de classe social, raça, religião e nacionalidade.
Atenciosamente,
Edson Cubeiro pai órfão de filha única, Michelle Chaffin Cubeiro atropelada dentro do terminal de embarque e desembarque de passageiros na Praça XV.
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Tel:7628-1054 / 9122-9107
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Termo de uso
Gostei muito dessa reportagem. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com a estrutura atual da organização talvez venha a ressaltar a relatividade dos índices pretendidos.